Baseado em fatos reais,"Minha Vida na Outra Vida" conta a história de Jenny, uma mulher do interior dos Estados Unidos, que começa a ter visões, sonhos e lembranças de sua última vida intrafísica, como Mary, uma irlandesa que dessomou na década de 30. Intrigada, Jenny sai em busca de respostas para suas dúvidas. O filme aborda o tema da retrocognição como ferramenta assistencial.
INFORMAÇÕES SOBRE O FILME
Título original: Yesterday's Chidren
Gênero: Drama
Tempo de duração: 93 minutos
Ano de lançamento / Origem: 2000 / EUA
Direção: Marcus Cole
Elenco: Jane Seymour (Jenny Cole/ Mary Sutton), Clancy Brown (Doug Cole), Kyle Howard (Kevin Cole), Denis Conway (Father Kelly), Eoin McCarthy (John Sutton), Cillian Caffrey (Sonny), Stanley Anderson (Dr.Christopher Garrison), Claire Bloom (Maggie), Hume Cronyn (Sonny Sutton), ...
Classificação etária: Livre
RESUMO DO DEBATE APÓS A EXIBIÇÃO DO FILME
Materpensene do Filme: Assistencialidade através da recuperação de memórias retrocognitivas.
Aspectos Conscienciológicos / Fenomenológicos:
1. Autopesquisa: O desenvolvimento do potencial assistencial lúcido, em qualquer dimensão , é meta constante no processo evolutivo individual. Além de desenvolver esse potencial, é necessário também, que qualifiquemos o nível dessa assistencialidade, e, trabalhar o autoconhecimento é fundamental nesse processo. Nesse contexto, as vivências retrocognitivas são ferramentas valiosas, pois permitem a recuperação de informações que podem contribuir para a melhor compreensão da nossa atual existência (recuperação de cons).
A protagonista do filme, Jenny Cole, tinha um caráter questionador e investigativo que desde cedo lhe permitiu reunir informações para trabalhar sua autopesquisa. Jenny tinha sido uma criança que já em tenra idade tivera manifestações parapsíquicas retrocognitivas através de sonhos recorrentes com uma família irlandesa de sobrenome Sutton. Na sua fase escolar, Jenny, fazia desenhos retratando alguns dos locais que teriam sido palco dos acontecimentos desencadeados nos sonhos.
2. Retrocognição: A retrocognição é uma importante ferramenta evolutiva que permite à consciência acessar memórias associadas a eventos ocorridos em existências anteriores.
Os episódios retrocognitivos que Jenny Cole acessava retratavam a vida familiar de Mary Sutton, uma jovem senhora irlandesa que dessomara na década de 30 deixando seus filhos órfãos. Jenny tinha dificuldades de visualizar a figura de Mary, pois, na verdade, estava revendo cenas de sua existência anterior através de seus próprios olhos. A dessoma de Mary deixava Jenny profundamente perturbada com uma sensação constrangedora de culpa e abandono; a intensa vivência dessas emoções, retroalimentada pelos eventos retrocognitivos, norteou parte da vida de Jenny que tinha uma idéia fixa de reencontrar os filhos outrora deixados.
Jenny esforçava-se para enriquecer suas lembranças procurando descobrir possíveis nomes, datas que pudessem ajudá-la na reconstrução desse passado. Com esse intuito buscou recursos terapêuticos através da hipnose, pois tinha uma necessidade intrínseca de provar que suas lembranças eram verdadeiras e que tinha uma missão a cumprir junto àqueles que havia deixado.
3. Pensenidade / Assistencialidade: A contribuição dos retropensenes é importante na observação do padrão pensênico atual da consciência, pois na maioria das vezes estes são carregados no sentimento – ou seja, há uma predominância na atuação do psicossoma em detrimento do mentalsoma.
No caso da personagem Jenny, esta teve que aprender a controlar as emoções que os retropensenes causavam a cada experiência parapsíquica que vivenciava. O acompanhamento terapêutico associado ao apoio da família foram fundamentais no processo de superação das emoções o que lhe proporcionou um aumento no grau de lucidez. O padrão pensênico de Jenny passou então a ser norteado pelo mentalsoma o que lhe permitiu transformar seu amor maternal incondicional numa ferramenta evolutiva assistencial.
Assim, mobilizando membros de atual família, Jenny partiu rumo à Irlanda tentando resgatar toda e qualquer informação que lhe permitisse reconstruir seu passado. Chegando à cidade de Malahide, reconhece lugares que foram palco de episódios de sua vida anterior, busca ajuda junto ao padre da paróquia situada nas proximidades de sua antiga residência, vizinhos e pessoas mais idosas que possam ter vivido ou ter informações daquela época.
Depois de uma exaustiva busca acaba por localizar Sonny, filho mais velho na sua existência anterior. Esse reencontro acabou sendo o elo para que Jenny pudesse descobrir o paradeiro dos demais filhos deixados órfãos naquele passado nem tão remoto assim e promover o reencontro da sua antiga família.
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