
Filme exibido no dia 08/11/2009, na Atividade de Videopesquisa da Assipec - Associação Internacional de Pesquisas da Conscienciologia - Jundiaí - SP.
O filme conta a história do professor Hundert, que leciona num colégio de rapazes frequentado pela nata da sociedade americana. Filhos de gente rica e importante. O professor é um apaixonado pela História antiga e suas aulas são cheias de emoção e alegria. Mas um aluno começa a incomodar. É um rapaz arrogante, filho de um respeitado senador, que inicia uma guerra particular com o mestre. Uma batalha de egos e vontades que dura mais de vinte e cinco anos.
INFORMAÇÕES SOBRE O FILME
Título Original: The Emperor's Club
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 104 minutos
Ano de Lançamento / Origem: 2002 (EUA)
Direção: Michael Hoffman
Elenco: Kevin Kline (Prof.Hundert); Emile Hirsch (Sedgewick Bell); Harris Yulin (Senador Bell); Paul Dano (Martin Blythe); Joel Gretsch (Sedgewic Bell mais velho); Steven Culp (Martin Blythe mais velho);
Classificação Etária: inadequado para menores de doze anos.
RESUMO DO DEBATE APÓS A EXIBIÇÃO DO FILME
1. Materpensene do filme: Assistencialidade através da TARES, utilizando como ferramenta educativa a Biografologia, com foco no exemplarismo de trafores de Imperadores gregos e romanos.
2. Biografologia. A Biografologia é a Ciência para pesquisa das biografias enquanto registro exemplarístico das vidas de consciências humanas[1]. É a técnica que o professor William Hundert (Kevin Kline) utiliza para transmitir informações sobre caráter e valores morais aos seus alunos.
3. Gescon. A questão da gestação consciencial é abordada pelo professor Hundert ao mencionar Shutruk Nahunte, que foi uma personalidade com grandes ambições e conquistas, mas que não tem registros na história.Grandes feitos não tem significado algum se não deixarem uma contribuição. O professor questiona então os alunos sobre qual será a contribuição de cada um.
4. Ficha Evolutiva Pessoal. O professor Hundert ressalta também a importância da construção da nossa história pessoal e que esta deve ser escrita por cada um de nós antes do final da vida. Nós somos os responsáveis pela nossa trajetória; o fim depende do começo e temos que avaliar nossa existência procurando assim reciclar eventuais desvios de proéxis.
5. Egocentrismo / Assédio. O aluno rebelde, Sedgewick Bell (Emile Hirsch), filho de um influente senador, demonstra caráter egocêntrico, manipulando as pessoas e situações em benefício próprio. Os demais alunos parecem sofrer de amaurose coletiva (cegueira) em relação às deficiências de caráter de Sedgewick e seguem-no em seus desatinos por toda parte. 
6. Proéxis. O professor tem muita firmeza em relação à sua proéxis como “formador de cidadãos”, atuando inclusive na formação do caráter de seus alunos. Muitos desses alunos vinham para o Colégio St. Benedict numa idade em que seus valores morais de norma e conduta ainda estavam sendo construídos. O professor Hundert, através de suas atividades educacionais associadas à Biografologia, busca despertar esses valores nos seus alunos.
7. Cosmoética. O Prof. Hundert procura agir segundo seus princípios éticos pessoais e acredita no potencial de cada um dos seus alunos. Na primeira etapa de preparação para o concurso Júlio César , o professor percebe a falta de motivação de Sedgewick, apesar de saber que o rapaz reune condições para se qualificar; resolve conversar individualmente com o aluno emprestando-lhe inclusive seu livro pessoal, indicando quais os capítulos que poderiam ajudá-lo. A intenção do professor é acolhida por Sedgewick que se motiva e percebe que pode obter bons resultados no concurso. Apesar de bem intencionado, o professor comete um erro ao manipular o resultado da maratona que coloca as três pessoas na final do concurso. O professor acredita que Sedgewick tenha percebido seu potencial para competir na final em condição de igualdade com os demais finalistas.
8. Autoculpa/ Perdão. O professor, ao perceber que Sedgewick não mudou o seu caráter, apesar de ser inteligente e ter tido chances para isso, arrepende-se por ter prejudicado outro aluno (Martin Blythe). Mas encontra coragem para admitir seu erro e se redimir junto a Blythe.
9. Responsabilidade. O senador Bell, pai de Sedgewick, se mostra muito arrogante, e com vários trafares, como: belicismo, tabagismo, alcoolismo, contravenção, suborno, importando-se apenas com aparências e status social. Como ele se considera uma pessoa bem sucedida, a moldagem do caráter de seu filho deve ficar sob sua responsabilidade e não do colégio que dever ocupar-se apenas em transmitir-lhe informações de cunho educacional. Ele e o filho tinham um relacionamento frio, sem diálogo.
10. Evocação de holopensene. Algumas aulas são dadas com trajes iguais aos que os filósofos romanos utilizavam , a “toga”. A cor predominante do uniforme diário era o vermelho, muito usado no Império Romano e tinha o significado de nobreza e poder.
11. O significado do nome do filme: O Clube do Imperador. De uma forma analógica, o “clube” seria formado pelos antigos alunos do Professor Hundert, que tornaram-se os maiores nomes da indústria, direito, finanças, e ensino superior. E o “imperador” (presidente do clube) seria Sedgewick Bell. Quando eram estudantes da escola St.Benedict, Sedgewick já exercia forte influência sobre os colegas, e após vinte e cinco anos, conseguiu reuní-los e manipulá-los em benefício próprio, em sua campanha política. 
12. Questionamentos:
Ética / Cosmoética. Conforme a ética convencional, o professor Hundert não foi ético ao incluir no concurso uma pergunta que não estava no currículo escolar (sobre Shutruk Nahunte), quando percebeu que Sedgewick estava “colando”. Mas, e em relação à Cosmoética? A intenção do professor foi fazer prevalecer a justiça. Essa atitude do professor terá sido anticosmoética?
Aspectos fenomenológicos. Quando Sedgewick entrou na sala de aula pela primeira vez, ele e o professor Hundert trocaram um olhar demorado, silencioso e profundo, como se soubessem que iriam enfrentar situações conflituosas entre si. Logo em seguida, o professor anuncia que no dia seguinte irão encenar uma peça: “Júlio César”, de Shakespeare, e imediatamente dirige-se a Sedgewick e lhe propõe o papel de “Brutus”, “o romano mais nobre de todos”[2]
Poderá ter ocorrido nesse caso, uma “leitura de campo energético?”
Brutus foi um líder político e militar romano, o filho único e adotivo de Júlio César, e um dos seus assassinos. “No dia 15 de março de 44 a.c., quando Júlio César entrava no Senado, os conspiradores o envolveram armados de punhais. Júlio César recebeu 23 punhaladas, e suas palavras derradeiras demonstram antes de tudo um coração dilacerado pela ingratidão, especialmente de Brutus:: Tu quoque, Brutus, fili mi! (Até tu, Brutus, meu filho!).”[3]
Curiosidade:
Júlio César: general, estadista, orador, historiador e legislador romano. Foi um dos homens mais cultos de seu tempo e um dos maiores chefes militares de toda a história. Seu nome tornou-se título honorífico dos imperadores romanos. Caius Julius Caeser nasceu em 12 ou 13 de julho de 100 a.C., em Roma.[4]
Frases. Eis algumas frases importantes pronunciadas no filme, dignas de reflexão:
“O caráter de um homem é seu destino” (Heráclito – filósofo grego pré-socrático; c540-480 a.C.).
“O fim depende do início” (autor desconhecido).
“Grande ambição e conquista sem contribuição não tem significado. Qual será a contribuição de vocês?” (professor Hundert, dirigindo-se a seus alunos, lembrando-lhes que Shutruk Nahunte não legou nada de significativo para a humanidade, apesar de ter sido uma grande personalidade).
“O importante não é viver, mas viver com retidão[5]” (Sócrates – filosofo grego; c470 a.C.-399 a.C.).
“A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre” (Aristófanes – Dramaturgo grego; c. 447 a.C. - c. 385 a.C.).
“Impossível entrar duas vezes no mesmo rio. No fluir do tempo, uma oportunidade perdida, está perdida para sempre” (Heráclito – filósofo grego pré-socrático; c.540-480 a.C.).
”Todos nós em algum momento somos obrigados a nos olhar no espelho e ver quem realmente somos e, quando esse dia chegar pra você, vai se deparar com uma vida vivida sem virtude, sem princípios e, por isso, sinto pena de você” (Professor Hundert).
[5] Retidão – Virtude de seguir senso de justiça, integridade, moralidade. (Dicionário Houaiss eletrônico).
(Cosmoética?)



