
Filme exibido na primeira Atividade de Videopesquisa da Assipec - Associação Internacional de Pesquisas da Concienciologia - Jundiaí, no dia 08/03/2009.
O filme conta a estória do frei Juniper (Gabriel Byrne) que, em l714, investiga a vida de cinco pessoas que dessomaram na queda de uma ponte, a ponte de San Luis Rey, em Lima, no Peru.

O frei Juniper (Gabriel Byrne) escreve um livro sobre o caso, narrando a vida de cada uma das pessoas que dessomaram de forma a provar que Deus as uniu por uma razão, e não por acaso. O livro gera polêmica, fazendo com que o frei seja acusado pela Igreja Católica de cometer heresia.
INFORMAÇÕES SOBRE O FILME
Título Original: The Bridge of San Luis Rey
Gênero: Drama
Tempo de duração: 120 minutos
Ano de lançamento / Origem: 2004 (Espanha / Inglaterra / França)
Obs: Filmado anteriormente em 1929 e 1944
Direção: Mary MacGuckian
Elenco:
F. Murray Abraham (Vice-rei do Peru), Kathy Bates (Marquesa D.Maria de Montemayor), Gabriel Byrne (Frei Juniper), Robert De Niro (Arcebispo do Peru), Adriana Domínguez (Pepita), Harvey Keitel (Tio Pio), Pilar López de Ayala (Camila Villegas – La Perichole), Mark Polish (Manuel), Michael Polish (Esteban), Jim Sheridan (Rei da Espanha)
Classificação etária: inadequado para menores de 10 anos.
Filme baseado no livro de Thornton Wilder
RESUMO DO DEBATE APÓS A EXIBIÇÃO DO FILME
Materpensene. O materpensene do filme evidencia-se na proéxis do Irmão Juniper de “quebrar” o holopensene religioso cristalizado daquela época.
O filme se passa em 1714, e conta a estória do frei Irmão Juniper, que pesquisou a vida de cinco pessoas que dessomaram na queda de uma ponte, a ponte de San Luis Rey, em Lima, no Peru.
Ele achava que ninguém vem ao mundo à toa e que aquelas pessoas que dessomaram juntas estavam ali, naquela hora, naquele lugar, por algum motivo.
Assim, pesquisou a vida dessas cinco pessoas e escreveu um livro.
A Igreja, naquela época, tinha o poder sobre tudo e qualquer coisa que fosse contra aquele sistema doutrinal era considerado herético.
Não era permitido questionar nada e as pessoas tinham uma vivência robotizada.
O frei Juniper foi julgado por heresia e condenado pela Inquisição.
O filme intercala cenas do julgamento com cenas que representam a vida das cinco pessoas que dessomaram: a marquesa de Montemayor; tio Pio; Dom Jaime, filho de La Perichole; Pepita e Esteban.
Aspectos conscienciológicos:
1. Desvios de proéxis / Automimeses / Melin.
D.Clara, a filha da marquesa, tem como parte da sua proéxis a tarefa de ajudar a mãe e, no entanto, vai para a Espanha, provavelmente num processo de automimese.
Pepita, num desvio de proéxis, entrou em melin. Ela não queria acompanhar a marquesa, e sim continuar sua vida no convento, e, no futuro, dar continuidade ao trabalho da madre superiora. Porém, não achava certo nem corajoso abandonar a tarefa que lhe fora incumbida.
2. Síndrome da ectopia afetiva.
Ficou muito evidente a síndrome da ectopia afetiva. Vários personagens do filme deixaram claras “manifestações de amor” de forma desequilibrada, ou, um pseudoamor. Um amor que, na verdade, eles queriam para si mesmos.
3. Pressão holopensênica / Interprisão grupocármica.
A pressão holopensênica era muito forte e as pessoas não conseguiam ir contra o holopensene, carregado no sentimento, estabelecendo assim as interprisões grupocármicas.
4. Afinidade pensênica.
A característica comum das cinco pessoas que dessomaram na ponte é a afinidade pensênica, já que não conseguiram em vida o amor que almejavam.
5. Teia multidimensional.
O filme mostra o “destino” enlaçando os personagens nas suas decisões.
6. Reciclagem intraconsciencial e existencial.
A personagem La Perichole, com a perda do filho e o tio Pio, e também com o acometimento da varíola, que transformou a sua beleza física da qual ela tanto se orgulhava, em motivo de vergonha e clausura, no início revoltou-se, mas depois compreendeu que tudo aquilo não era mais do que uma paixão passageira, vaidade, e não o verdadeiro amor.
7. Amparadores.
Podemos apontar como amparadores, tio Pio, que não abandonou La Perichole por causa de sua doença e que levou Dom Jaime consigo para que pudesse ter uma educação apropriada. E também o capitão, que salvou Esteban da tentativa de suicídio e lhe ofereceu amparo para continuar a viver, pois este encontrava-se muito fragilizado com a perda do irmão gêmeo.
8. Simbologia.
A ponte pode simbolizar a ligação entre as dimensões intrafísica e extrafísica.
O filme possui conteúdo retrocognitivo: lugares, situações, costumes de época.
Certamente muitos de nós já vivenciamos essa experiência em outras existências, o que explica a dificuldade de comunicação e expressão de algumas pessoas hoje.
Atualmente há maior liberdade de expressão e podemos falar praticamente sobre tudo, nos jornais, nas rádios, na televisão, na internet; mas ainda existe muita pressão grupocármica e condições parapolíticas estagnadoras.
QUESTIONAMENTOS:
1. Teria o frei Juniper uma ligação com aquelas pessoas que dessomaram?
2. A cena da retirada do colar do quadro de Velásquez teria sido um fenômeno parapsíquico ou é apenas uma simbologia para demonstrar que a marquesa faria qualquer coisa para agradar a filha e conquistar o seu amor?
3. O pesquisador frei Juniper fala que “todos nós já tivemos pesadelos onde estamos caindo num precipício”. Isso poderia estar associado a algum retorno rápido de possíveis projeções?
Trailer - A Ponte de San Luis Rey
